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13
Nov 09

TER SEMPRE RAZÃO E NÃO DAR A MÃO…!

Há quem nesta vida, ainda, e teimosamente, continue a pensar que todo o mundo está errado sem se surpreender depois de descobrir o que o mundo pensa deles. É como aquela mãe, que assiste ao desfilar do filho em passo desacertado com todo o resto do pelotão, numa qualquer parada militar e, orgulhosamente, diz que o filho é que vai bem e os outros mal. Conheço gente assim e que, apesar dos conselhos para que reflictam quanto às suas atitudes, continuam a agir da mesma forma e a sofrer na pele as adversidades que advêm do seu mais que reprovável comportamento.
 

Vem a propósito o Senhor Gustavo (nome fictício), dono de um estabelecimento comercial, onde eu todas as manhãs iniciava a rotina diária com a toma do meu primeiro café da manhã. Apesar de, atentamente, ter ouvido os meus modestos conselhos, continuou sempre a afirmar que a razão estava do seu lado, continuando a mostrar uma personalidade pouco atractiva, levando-o, sistematicamente, a perder clientes, até que um dia teve que encerrar as portas.
 

Muita gente apontou como causa do encerramento daquele espaço comercial o momento menos bom que, economicamente, as famílias atravessam. Mas estão redondamente equivocadas, porque as pessoas que frequentavam aquele local, que comigo bebiam o seu cafezinho da manhã e que diariamente ali conviviam, não deixaram de ter os mesmos hábitos.

Agora o tónico da manhã, ou seja o café, é tomado em local onde o atendimento vai de encontro aquilo que carinhosamente aconselhei ao Sr. Gustavo. As pessoas que nos atendem mantêm, constantemente, uma atitude mental positiva, como se a dizer “Sorri e eu sorrirei contigo, lamenta-te e lamentar-te-ás sozinho”; a sinceridade, como bem absoluto, está patente nessas pessoas; mantêm a confiança e o bom relacionamento com, a rapidez, a prontidão no atendimento, a franqueza, a autoconfiança, a cortesia, o tacto, a tolerância, a fisionomia agradável, o sorriso espontâneo e o senso de humor.
 

Continuo a cruzar-me de vez em quando com o Sr. Gustavo. Mantém os queixumes e os tiques de sempre. A meu convite, já tomamos café juntos, como forma de ele sentir e perceber que os meus conselhos, e que ele dizia ouvir, caíram em saco roto.
 

Um dia, talvez, esteja a beber o café num qualquer lugar aberto pelo Sr. Gustavo, e, desalmadamente, a rirmo-nos do tempo em que ele era “cabeça dura”.
Quem sabe?!

publicado por MonteiroMariti às 11:45

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