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29
Jun 09
A GANÂNCIA U.S.A. UMA VENDA
 

Recordo um dia triste para a minha querida vizinha da travessa ao lado quando quis recuperar uma pequena poupança que tinha depositado ao cuidado de uma senhora de nome Maria Branca dos Santos, que toda a gente conhecia por D.Branca, e que, por milagre, se duplicaria segundo vozes más conselheiras. A porta que se lhe abrira, simpaticamente, para receber o seu dinheiro, tinha um ferrolho que nunca mais se destrancou. O escândalo estoirara e a D. Branca tinha sido presa e milhares de pessoas tinham perdido as suas economias numa habilidade financeira ilegal. A minha vizinha deixou então para alturas melhores as férias que tinha agendadas para os Açores.

Pasme-se, então, que o exemplo dado ao mundo, por este pequeno país à beira mar plantado, foi tido em consideração, com matéria suficiente para ser colocada em acção e pasmar toda a gente com a sua eficácia. Do outro lado do Atlântico um senhor de reputação reconhecida de nome Bernard Madoff, vai desta, pega na fórmula, e atrai ao seu covil investidores ansiosos de dinheiro fácil.

De repente tudo se desmorona. Aquela enorme pirâmide desfaz-se e deixa à mostra aquilo que a fez erguer: a ganância e uma atitude ética empresarial, cujos princípios e valores estavam inscritos numa matriz de más práticas. Ou seja, a prática não rspeitou a ética no sentido de que o bom gestor tem que ser, ao mesmo tempo, um gestor bom.
 

Como escreveu um dia o Dr. Diamantino Marques, Ex. Presidente das Companhias de Seguros Império e Global, Ex-Presidente do Instituto de Seguros de Portugal: “É exactamente nas exigências em matéria de carácter, inclinação à prática do bem, que reside toda a diferença visto que formação intelectual do dirigente moderno deve ser complementada com elevada sensibilidade social e preocupação de integração de todos os seus actos num quadro recomendável pelas responsabilidades de cidadania. A moralidade e a eticidade dos dirigentes surgem assim como suportes essenciais da sua responsabilidade social e podem ser consideradas como meios de prevenção muito importantes em relação à prática de comportamentos criticáveis portadores dos mais graves riscos para toda a sociedade.”

Já agora, espero que os exemplos do BPN e BPP não sirvam de inspiração também às gentes do outro lado de lá. Senão, repete-se a historia e vejam que daquele lado castigam-se as pessoas que metem a pata na poça. Relembro que o senhor Madoff, o autor da maior fraude financeira da história de Wall Street foi condenado a 150 anos de prisão.

E este exemplo, o de condenar os irresponsáveis, alguma vez chegará a este lado?

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publicado por MonteiroMariti às 19:27

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