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16
Nov 09
AFINAL DE CONTAS, QUEM ESTÁ A SER ESCUTADO?

Quem tem seguido, com alguma regularidade, aquilo que aqui tenho escrito, com certeza que já reparou que não morro de amores por este primeiro ministro. Contudo, há uma coisa que um cavalheiro não pode fazer nunca, que é, aceitar que se criem situações que retirem a alguém, seja ele quem for, os seus mais elementares direitos de privacidade. Não, não vale tudo! E foi isso que fizeram com José Sócrates, durante pelo menos 4 meses. Isto só porque um qualquer corruptor sucateiro de Aveiro estava sob escuta, e que tinha uma qualquer ligação menos legal com um senhor - que até por acaso era amigo de José Sócrates, e que, por diversas vezes, lhe telefonou (aqui a única culpa do Primeiro Ministro foi ter feiro daquele senhor seu amigo).
Nem sequer vou querer saber do conteúdo dessas escutas porque, como cavalheiro que sou, este jogo não vou eu jogar e pronto! Mas aponto o dedo a quem escutou e a quem mandou escutar. Quando se diz que determinadas escutas são ilegais, e se houve quem colocasse cá fora o seu conteúdo, cometeu um crime e tem que ser julgado. Apesar de consignadas na lei há coisas que ultrapassam o bom senso, que não sabem distinguir o que é a ética, aquilo que é fundamental numa sociedade democrática e, ainda, que princípios e valores ela deve preservar.
Afirmo que estamos a viver tempos excepcionalmente ignóbeis e que me repugnam as escutas sempre - com excepção quando se tentam evitar assassinatos; repugnam-me os juízes que colocam cá fora conteúdos de escutas que, por qualquer razão, são julgadas como ilegais ou mesmo sem relevância criminal (estes senhores deveriam ser julgados – mas é a tal classe incorruptível e intocável, não é!?); repugna-me saber que eu esteja sob escuta, quando alguém meu amigo, familiar, ou seja quem for, esteja sujeito a investigação judicial, me telefone, e que do outro lado alguém se esteja a divertir; repugna-me que, quem escuta, ou quem autorizou a escuta , a troco de não sei o quê, deite cá para fora os conteúdos dessa mesma escuta de uma forma ignóbil e violando o segredo de justiça.
Isto pode um dia acontecer a todos e com consequências pessoais graves, porque vivemos, neste momento, numa sociedade pidesca, inquisitória e mentalmente perturbada. Anseio, desesperadamente (e não é pedir muito), que apareça alguém que ponha cobro a isto a bem da sanidade mental desta nossa sociedade.
Até lá, valha-nos os cavalheiros!
publicado por MonteiroMariti às 22:13

AFINAL DE CONTAS, QUE PORCARIA É ESTA?

 

Instalada que está a polémica entre dois dos mais altos signatários dos cargos que comandam a justiça, Procurador-geral e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com declarações e indefinições deploráveis sobre quem resolve, decide, ou como actuar, sinto-me, perante tal quadro, mais convencido (convencido mas não conformado) que a nossa justiça será sempre como um carro de tracção traseira numa picada lamacenta a perder-se de vista numa qualquer savana. Só assim se percebe porque se arrastam os casos como “operação furacão”, “freeport”, “casa Pia”, “BPN”, e o agora processo "face oculta". Pedem-se reformas na justiça, e quando as fazem vão sempre de encontro dos poderes e interesses instalados. É exactamente nas exigências em matéria de carácter, inclinação à prática do bem, que reside toda a diferença. Exige-se ética e moralidade.

 

Neste palco do faz de conta, eu, qual mexilhão, aqui no meu cantinho, nunca me deixei enganar, até porque muitos daqueles que pedem reformas, e alguns que reformaram, não têm carácter e hoje vêm-se apontados como elementos a julgar. Quando casos destes acontecem, até porque o nojo é tão grande, imediatamente vomito sobre estes fulanos, mas consciente que, mesmo envolvidos na mais profunda esterqueira, estas bestas nunca terão honra muito menos vergonha.

publicado por MonteiroMariti às 22:11

13
Nov 09

TER SEMPRE RAZÃO E NÃO DAR A MÃO…!

Há quem nesta vida, ainda, e teimosamente, continue a pensar que todo o mundo está errado sem se surpreender depois de descobrir o que o mundo pensa deles. É como aquela mãe, que assiste ao desfilar do filho em passo desacertado com todo o resto do pelotão, numa qualquer parada militar e, orgulhosamente, diz que o filho é que vai bem e os outros mal. Conheço gente assim e que, apesar dos conselhos para que reflictam quanto às suas atitudes, continuam a agir da mesma forma e a sofrer na pele as adversidades que advêm do seu mais que reprovável comportamento.
 

Vem a propósito o Senhor Gustavo (nome fictício), dono de um estabelecimento comercial, onde eu todas as manhãs iniciava a rotina diária com a toma do meu primeiro café da manhã. Apesar de, atentamente, ter ouvido os meus modestos conselhos, continuou sempre a afirmar que a razão estava do seu lado, continuando a mostrar uma personalidade pouco atractiva, levando-o, sistematicamente, a perder clientes, até que um dia teve que encerrar as portas.
 

Muita gente apontou como causa do encerramento daquele espaço comercial o momento menos bom que, economicamente, as famílias atravessam. Mas estão redondamente equivocadas, porque as pessoas que frequentavam aquele local, que comigo bebiam o seu cafezinho da manhã e que diariamente ali conviviam, não deixaram de ter os mesmos hábitos.

Agora o tónico da manhã, ou seja o café, é tomado em local onde o atendimento vai de encontro aquilo que carinhosamente aconselhei ao Sr. Gustavo. As pessoas que nos atendem mantêm, constantemente, uma atitude mental positiva, como se a dizer “Sorri e eu sorrirei contigo, lamenta-te e lamentar-te-ás sozinho”; a sinceridade, como bem absoluto, está patente nessas pessoas; mantêm a confiança e o bom relacionamento com, a rapidez, a prontidão no atendimento, a franqueza, a autoconfiança, a cortesia, o tacto, a tolerância, a fisionomia agradável, o sorriso espontâneo e o senso de humor.
 

Continuo a cruzar-me de vez em quando com o Sr. Gustavo. Mantém os queixumes e os tiques de sempre. A meu convite, já tomamos café juntos, como forma de ele sentir e perceber que os meus conselhos, e que ele dizia ouvir, caíram em saco roto.
 

Um dia, talvez, esteja a beber o café num qualquer lugar aberto pelo Sr. Gustavo, e, desalmadamente, a rirmo-nos do tempo em que ele era “cabeça dura”.
Quem sabe?!

publicado por MonteiroMariti às 11:45

12
Out 09
BOLAS, OUTRA VEZ NÃO!Pronto, acabou-se!
Enrolem as bandeiras, dobrem os cachecóis, recolham-se os cartazes que a festarola chegou ao fim! Do quase delirium passamos ao estado letárgico; depois de tanto xingarmos os que inabilmente nos governaram, lá promovemos nós o mais do mesmo. Como costumava o meu avô dizer, "cada um carrega com a canga que merece", ou seja, quando as coisas começarem a ficar feias, não venham tocar a rebate pois, fomos nós que escolhemos!

Agora senhores políticos, comecem lá então a trabalhar a sério, que a paródia chegou ao fim, e este país precisa dos senhores para novamente elevarmos a paranóia do queixume e do masoquismo.

Vá lá senhores políticos, comecem então, e já, com o incumprimento daquilo que nos prometeram. Bora lá que se faz tarde!!
publicado por MonteiroMariti às 18:42

08
Out 09
ESTAMOS TODOS FARTOS DESTE RUÍDO!Enquanto gatafunho um texto no Word, espirro e um conjunto de desajeitados perdigotos esborracham-se contra o monitor, besuntando o ecrã e misturando-se com a letra A que se apresentava capitulada no inicio do texto. "Caramba!... Espirro, letra A…, que coincidência! Ai vem o H1N1?"– pensei eu enquanto soltava um enorme sorriso que, rapidamente, se desvaneceu quando a telefonia mais uma vez, em momento noticioso obsceno e promotor do apocalipse, debitava cá para fora mais um número de infectados pela gripe. O ridículo é que noticiava um número que dizia respeito ao conjunto de doentes com gripe tanto da estirpe A como das estirpes sazonais. Nada de “triagem”; importa mesmo é que se anuncie, e quanto maior o número melhor. Como se deliciarão estes jornalistas, arautos da desgraça, quando chegar o pico do inverno.
Dirão que são importantes estas informações para que as pessoas não se descuidem e se protejam. Nada disso senhores jornalistas! Com esta forma de fazer jornalismo vocês estão a defender é o vosso posto! O que realmente é importante é que os senhores deitem cá para fora informações de forma a aumentar a responsabilidade social de todos os elementos da comunidade e que nunca será com esta maneira de fazer jornalismo cuja lógica informativa dominante não é mais do que invocar o medo, sugerir o pânico, tendo como pano de fundo o anseio da hecatombe. Se assim não é, porque é que as televisões se calaram perante as afirmações do bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Pedro Nunes, e à imagem do seu homólogo espanhol, quando criticou o “excesso de alarme e zelo” na resposta à gripe A, considerando tratar-se de uma “doença banal e pouco letal”.
Pois é meus senhores, o que importa mesmo é manter as pessoas assustadas, não é? E em defesa de quê e de quem? Haverá por ventura outros interesses por detrás disto tudo? Se de algum consolo vos servir tenham em conta então o que Dr. Pedro Nunes disse, também, desta campanha toda: “Foi uma oportunidade para criar algumas normas de educação cívica e até para implementar no terreno medidas de contenção para doenças eventualmente mais graves”.
Não estou doente, e, ironicamente, se espirrei foi porque sou alérgico a determinada forma de estar na vida de alguns senhores que se masturbam apregoando e ansiando o apocalipse.
Mas, abençoado espirro! Peguei num trapo e em movimentos rotativos eliminei do ecrã todos aqueles perdigotos como se de jornalistas imbecis, políticos patetas, e de inábeis agentes de saúde se tratassem.
Efectuada a limpeza, o meu velho monitor renasceu. Bem precisava de uma boa limpeza!
publicado por MonteiroMariti às 18:03

24
Set 09
VER PARA ALÉM DAS APARÊNCIAS

O que diria a minha querida avó se de repente voltasse à terra e descobrisse que novas eleições para o parlamento estão para acontecer, e cujos candidatos não passam dos aldrabões de sempre, que, continuamente, negam a necessidade de exporem a verdade, a dignidade, o respeito perante aqueles que neles confiam e que os colocam no poder? Que diariamente neste circo que é a propaganda política o sarcasmo, o cinismo, a mentira, o mal dizer são utilizados tão naturalmente como se normal fosse? Diria muito naturalmente o que sempre nos disse quando, princípios tão básicos, como os acima expostos, fossem por nós esquecidos: “-Tenham vergonha, senão levam uma carga de porrada, ai levam, levam!”

Pois é, vontade não faltará a muito boa gente de zancar nestes fulanos e fulanas que continuamente cometem asneiras depois de, alternadamente, se apoderarem do poder, sem se importarem muito pois, assim, continuam a mamar sendo a mama interrompida só para o arroto. Cá vão parasitando…
 

Por mim estes fulanos mamariam sim mas no… dedo. Desapareceu da minha parte todo o respeito que nutria por estes políticos e a partir daqui, cumprirei sim com o meu dever cívico, correndo à mesa de voto para receber o boletim onde se besuntam os nomes dos partidos para logo de seguida, devotamente e com muito amor desenhar - olhem que jeito não me faltará e vontade muito menos - uma mão com um dedo esticado e outros dois encolhidos.
 
É que, meus amigos, quase cinquenta anos de vida, dão-nos oportunidade de desenvolver o domínio da sabedoria e da espiritualidade. Isto significa a capacidade de ver as coisas para além da sua aparência, para ver através das mentiras dos políticos e dos parasitas, de perceber o relacionamento primordial entre as forças que actuam sobre a consciência e, ainda, desenvolver a disciplina interior e o sentido de responsabilidade necessários para resistir aos cantos de sereia dos políticos.
 
 
Deixem-me transgredir com o meu acto. Mas se todos o fizéssemos as coisas de certeza que seriam bastante diferentes. Mostraríamos à sociedade que tem que acabar com as muitas maneiras que possibilitam às pessoas de construírem os seus egos fazendo mal aos outros sem saírem dos limites impostos pela lei; aos políticos mostraríamos que é perigoso deixarmos só nas mãos deles a apreciação critica do destino deste pais e que não aceitaremos passivamente comportamentos que levem a manipular as regras a seu favor criando movimentos entrópicos que só levam a piorar as coisas.
 
Da minha parte senhores políticos, no dia 27 de Setembro o pirete está garantido.
 
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publicado por MonteiroMariti às 17:58

15
Set 09
NECESSITAMOS DE MAGIA NA ESCOLAEnquanto saboreio o meu primeiro café do dia, acompanhado do meu filho João, que constantemente apontava o relógio como se me quisesse dizer, “despacha-te, não quero chegar tarde!” olho os jornais da manhã como ledor, e os títulos em letra garrafal anunciam o inicio de novo ano escolar com reparos para alguns percalços que atingem algumas escolas, como a falta de professores, a nomeação indevida de alguns docentes, falta de instalações, instalações em obras, o abandono escolar, etc. etc.

Depois de um "Diverte-te", lá mandei o meu filho carregado de apreensões, dúvidas, medos e ansiedades para o local onde será formatado e o que lhe for ensinado, provavelmente, de nada servira ou estará já ultrapassado (aparecimento de novos paradigmas) e que tem como nome, estabelecimento escolar. E cá estarei eu, novamente, em esforço titânico durante todo este ano lectivo, para amenizar os sentimentos acima descritos que se apoderaram do meu filho, para que se mantenha com alguma motivação para cumprir com aquilo que o nosso sistema de ensino institucionalizou, que é a transição de ano. E o que farei eu? Bom…, não mais que dizer, constantemente, que se divirta, que actue de forma criativa nas actividades escolares para que a qualidade da experiência envolvida seja intrinsecamente gratificante. Ou seja, as “coisas” da escola têm que ser divertidas de fazer.

O insucesso e o abandono escolar estão directamente ligados à motivação. Até que ponto estarão as escolas preparadas para que possam manter um nível elevado de motivação nos seus alunos? Não basta mostrar-lhes ou dizer-lhes que o futuro deles depende do acabar o ano com aproveitamento, o ensino obrigatório ou a faculdade. Não, não é!

Já lá vai o tempo que as teorias psicológicas partiam do princípio de que somos motivados pela necessidade de eliminar uma condição desagradável, ou quer pela expectativa de uma recompensa futura, seja ela dinheiro, posição social ou prestígio. As actuais novas atitudes mentais e estudos levados a cabo sobre a criatividade e a satisfação mostram-nos que, mais cativante que a antecipação do resultado é o processo em si mesmo. Os objectivos externos encontram-se muitas vezes presentes em wallpaper, mas raramente constituem a principal razão por que nos dedicamos a algumas actividades. Ou seja, não importa de serei famoso, rico, feliz, … Importa sim é que tenha prazer e me divirta com as coisas que faço AGORA.

Por experiência própria como pintor, enquanto pinto uma tela, o envolvimento com a obra virado prazer e fascínio só dura enquanto o quadro está por acabar; quando deixa de crescer e de se transformar, encosto-o à parede e viro-me para outra tela. Sinto claro que o pintar tem de tão cativante para mim não a antecipação de um belo quadro, mas o processo em si mesmo.

O que falta às escolas, e muito particularmente aos professores, é terem a capacidade de transformarem aqueles momentos em que têm os alunos na sua presença, em momentos lúdicos, de diversão, de pura magia. Como se faz isso? Naturalmente com professores a divertirem-se e a sentirem-se gratificados com aquilo que fazem. Divirtam-se com os alunos, dêem-lhes magia e rapidamente deixarão de se queixar com o abandono escolar. Que razão justifica porque passam as crianças maior parte da vida a brincar? Porque razão os adultos apreciam o xadrez, tocam guitarra, vêem telenovelas, passeiam pelo campo e fazem milhares de outras coisas? Não há qualquer boa razão que o justifique, excepto o facto de essas actividades serem divertidas e agradáveis.
Exige-se outra perspectiva da evolução e novas atitudes mentais.
publicado por MonteiroMariti às 17:26

22
Jun 09
DE PURÉ DE AZEDAS A PUDIM BOCA-DOCE

Enquanto me delicio com um bacalhau assado na brasa acompanhado de uma suculenta torricada, os mais atentos apercebem-se das notícias que o aparelho de tv vai debitando. De repente a senhora Alzira, a autora daquele delicioso manjar, desabafa entre o fumo e o gesto simples que limpa a testa do suor que sulca o seu rosto: “O Sócrates agora, mais uma vez, tenta enganar o povo com uma imagem angélica e de falar manso. Ainda por cima cínico. O meu voto não leva ele não! Não me volta a enganar!”

Imediatamente dissipam-se as dúvidas que mantivera até então sobre a eficácia da nova imagem que o nosso Primeiro Ministro adoptara. Ele já não consegue enganar ninguém. De facto, não basta parecê-lo. O arrogante, a fera, o impositor, mantém-se ali, independentemente de tentar mostrar-se diferente. Só ele não percebe, ou estará mal assessorado, que mais vale ser do que parece-lo. Basta só estar atento à entrevista dada à SIC e aos momentos que Sócrates afirma que está contente com ele e quando pede novamente a maioria absoluta nas legislativas.

As várias classes profissionais, constantemente maltratadas e afrontadas com a arrogância e a prepotência do Eng.º José Sócrates, têm aqui motivos, mais do que suficientes, para reivindicarem um governo que tenha à sua frente alguém que de facto respeite as pessoas e não as julgue como uns mentecaptos. Porque senhor Primeiro Ministro, estou na linha da senhora Alzira, não sou louco para voltar a votar no senhor. Votei em si porque o julguei determinado a colocar as coisas no sítio. Mas não fez mais do que fazer de facto as coisas à sua maneira e mal. O senhor pode mostrar aquilo que muita gente gosta, que é determinação, segurança e proactividade, mas não lhe perdoará a falta de senso comum, a ausência de humildade e muito menos a escassez de honestidade. Peço-lhe aqui que seja como é e não tente ser o que não pode ou não consegue ser. Seja honesto consigo mesmo e respeite quem um dia permitiu que o senhor comandasse o destino deste país. E gastronomicamente falando, quem de facto é um puré de azedas(planta da família das poligonáceas, com sabor ácido, cultivada ou espontânea em Portugal e utilizada na confecção de vários pratos) nunca poderá ser um pudim Boca-doce.

Terminada a minha refeição recusei, e vá-se lá saber porquê, qualquer sobremesa que fosse doce. Acabei num simples e saboroso café e, inspirado pelo momento, acompanhei-o com um digestivo suave, o famoso licor de merda.


publicado por MonteiroMariti às 15:14

19
Jun 09
OS SENHORES ESPERTOS

Vá-se lá saber porque é que neste reino (des)governado, o crime de colarinho branco é apontado como coisa de senhores espertos, referenciado como coisa normal, e objecto de quase culto, independentemente de acossado de críticas e do abençoado asneirismo., como “Filhos da P***”,” Cabr*~*”, “Panel****s”, etc..
Apontam-se as armas, holofotes, câmaras fotográficas e de filmar contra casos explícitos, cujos actores são os tais senhores espertos que, lamentavelmente, vão desfilando por palcos por nós todos erguidos, mas que, infelizmente de alçapões não estão equipados. Estou farto de toda esta encenação. Estou farto de perceber que estes filmes têm sempre actores e realizadores formados na mesma escola e cujo alvo, desgraçadamente, é sempre o mesmo, o mexilhão. Estou farto de oportunistas da treta, de abutres e dos amiguinhos do mesmo covil. Eles por aí andam, como se de heróis se tratassem, saídos de um filme hardcore, mas que todos parecem gostar, independentemente do desconfortante nojo que provocam.
Aos senhores que mandam peço que haja mais vergonha, e que não nos continuem a julgar como mentecaptos, e que cumpram com tudo aquilo que é exigido num estado de direito e que se afastem, definitivamente, do” clube dos espertos”. Recordam-se da recente notícia do ex primeiro ministro da Coreia do Sul, o senhor esperto, Roh Moo-Hyun e o que ele fez por questões de honra?
Aos senhores espertos deste reino pergunto, onde está essa honra?

publicado por MonteiroMariti às 01:29

17
Jun 09
CONHECEM ESTE SENHOR?

Alguns ministros deste governo são conhecidos pelo mérito da sua governação, outros pelas patetices demonstradas, motivos mais do que suficientes para nos lembrarmos dos seus nomes. Outros ainda por...por...,como é que hei-de de dizer... por nada fazerem e por toda a sua nulidade! Assim foi este senhor durante todo este tempo, desde que se apropriou da pasta do Ministério da Cultura. Até mesmo o seu "chefe" reconheceu hoje que um dos grandes erros da sua governação "foi ter investido pouco na cultura" ou seja, nada ter acontecido numa das áreas onde um povo pode alicerçar o seu crescimento social e económico de forma sustentada. Talvez por isto mesmo, Portugal está onde está! Então, lembram-se como se chama este senhor?
publicado por MonteiroMariti às 22:12

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